Pet em Condomínio

O Brasil já é um dos principais mercados pet do planeta. E a situação vem sendo acelerada ainda mais por conta da pandemia. Dados do Euromonitor apontam que o país deve fechar 2021 em sexto lugar no ranking de maiores mercados do mundo em acessórios e rações para animais. Não foram só os gastos que subiram: ONGs apontam que o número de adoções disparou. Nesse contexto, aqui na INNOVA temos recebido muitas dúvidas sobre a permanência dos pets em condomínios.

Em primeiro lugar, é importante frisar que ter um bicho de estimação dentro da unidade é um direito de propriedade garantido pelo Código Civil. Por isso, é ilegal estipular restrições para pets. Isso também vale para tentativas de limitar o porte do animal ou ainda exigir que os pets sejam carregados no colo em áreas comuns. Esse tipo de exigência pode acarretar em problemas judiciais para o condomínio e para o síndico.

Da mesma maneira, o tutor de um animal tem responsabilidades que precisam ser levadas em conta. Cuidar do pet para que ele não se sinta sozinho e fique latindo ou miando o dia inteiro, recolher os dejetos das áreas comuns, manter a limpeza nas unidades e andar sempre com os pets na coleira são apenas alguns exemplos. Se cada um fizer sua parte, todos ficam satisfeitos.

E, mais recentemente, alguns empreendimentos vem oferecendo uma estrutura específica para que os tutores de pets tenham um espaço para cuidar de seus bichos. Trata-se do pet care, pet play ou pet garden, uma comodidade que valoriza o condomínio, auxilia no bem-estar dos animais e permite uma relação mais saudável entre todos os condôminos.